quarta-feira, agosto 01, 2007

Marinha abre inquérito na Polícia Marítima para apurar eventuais irregularidades na cobrança de multas

A Marinha vai abrir um inquérito para apurar eventuais irregularidades na gestão do dinheiro proveniente das multas feitas pela Polícia Marítima sob as ordens dos capitães dos portos. A decisão surge um dia depois de terem sido levantadas suspeitas sobre um “saco-azul” para pagar a capitães do porto e aos elementos da Polícia Marítima.

O inquérito, que ainda não tem prazo limite para terminar, estende-se também à acção de uma organização – conhecida como o 'sindicato' –, que alegadamente gere as colocações dos militares nas capitanias, cantinas, bares e nos sectores de compras

Fonte oficial da Marinha garantiu ao Expresso que, nos próximos dias – não precisou quando –, vai ser aberto um inquérito, na Autoridade Marítima, entidade que gere as capitanias, para apurar eventuais irregularidades na aplicação de multas e na distribuição das verbas dessas mesmas multas, que são feitas pela Polícia Marítima à ordem dos capitães dos portos, a pescadores profissionais e desportivos, donos de embarcações de recreio, paquetes de turismo, navios comerciais, que cometam infracções.

De acordo com a mesma fonte, até hoje nunca tinham sido levantadas suspeitas deste tipo no seio da instituição. E, num comunicado interno, o Chefe de Estado-Maior da Armada prometeu ser “implacável” com quem não esteja a cumprir a lei. A sanção máxima, a expulsão, é uma das penas ponderadas para os infractores.

Caça ao 'sindicato'
O inquérito, que ainda não tem prazo limite para terminar, estende-se também à acção de uma organização – conhecida como o 'sindicato' –, que alegadamente gere as colocações dos militares nas capitanias, cantinas, bares e nos sectores de compras. A Marinha vai ainda investigar dinheiro de recrutas que desistiram da vida militar e que estará a ser processado.

Esta decisão, que partiu do próprio Chefe de Estado-Maior da Armada, surge um dia depois do jornal "Correio da Manhã" (CM) ter noticiado que existe um “saco azul”, com dinheiro proveniente das multas cobradas pela Polícia Marítima, para pagar a capitães de porto e a elementos da Polícia Marítima. O jornal noticiava que 20% das verbas revertem para os oficiais das capitanias portuguesas. Essa verba forma uma “espécie de bolo” que depois é dividido, em partes diferentes, pelos militares. O que faz com alguns capitães de porto recebam, além do salário, mais de cinco mil euros, que conta para efeitos de reforma. E que provoca uma autêntica caça à multa, pois quanto mais infracções são detectadas, mais dinheiro reverte para as capitanias.

Ainda segundo o CM, o capitão do porto recebe seis partes da verba, os agentes da Polícia Marítima duas partes e o restante pessoal, afecto às secretarias e aos serviços de limpeza, uma parte e meia. Esta situação acabaria por lesar o Estado, que se vê obrigado a pagar avultadas reformas aos capitães de porto na reserva, pois as remunerações extra, dos últimos dois anos de trabalho, também entram nos cálculos das pensões. Jorge Veloso, presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, denunciava ao "Correio da Manhã".

Carolina Reis

Fonte : Expresso - 31-7-007

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Pescadores preocupados com suposta actuação da Polícia Marítima


A Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar revelou-se apreensiva com a o recente artigo do jornal Correio da Manhã, onde se noticiava que 20% das multas na pesca profissional e desportiva a pescadores, donos de barcos e motos de água reverte para os agentes e capitães de porto. Esta associação apelou que se faça de presto uma averiguação desta situação, que pressupõe irregularidades.

Por seu lado, Carrondo Dias, o comandante da capitania do porto de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim, referiu que a notícia veiculada pelo Correio da Manhã é exagerada e incorrecta nomeadamente como se pode constatar a nível local.

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sábado, julho 21, 2007

Curta-metragem sobre vida dos pescadores caxineiros ganha prémio no Festival Internacional de Curtas-Metragens (FICM) de Vila do Conde, edição 2007


A curta-metragem "Gentes do Mar", sobre a faina diária dos pescadores das Caxinas, ganhou o prémio "Prémio Take one" do Festival de Curtas-Metragens de Vila do Conde (FICM), edição de 2007.

O documentário, de 30 minutos, foi realizado por Dânia Lucas, de 24 anos, finalista do curso de Tecnologia da Comunicação Audiovisual do ESEIG. O prémio, criado em 2004, pretende premiar os novos realizadores, alunos dos cursos da área de audiovisual das escolas superiores de cinema portuguesas. Dânia Lucas é natural de Areia-Àrvore, Vila do Conde e pretende especializar-se na realização de documentários.

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sexta-feira, julho 13, 2007

Memorial nas Caxinas às vítimas dos naufrágios e edição respectiva de livro. Inauguração em Setembro da sede da APMSHM


"A Câmara Municipal de Vila do Conde vai estudar um local junto à praia onde será colocado um memorial com o nome dos pescadores que morreram em consequência de acidentes do mar.

A ideia foi avançada durante a homenagem realizada aos pescadores falecidos nos naufrágios das embarcações Salgueirinha e Luz do Sameiro, no sábado, pela Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM). “O memorial é uma hipótese a concretizar no tempo, para nós é fundamental perpetuar quem prestou sempre um bom trabalho e um bom serviço à comunidade. Vamos fazê-lo também relativamente a outros, aos ex-combatentes e aos ex-marinheiros”, referiu Mário Almeida.

O presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde aproveitou ainda a cerimónia de homenagem aos pescadores falecidos nos naufrágios das embarcações Salgueirinha e Luz do Sameiro para voltar a reclamar maior segurança para os homens do mar: “É necessário que se resolvam estas questões, não só esta pontual das estações de salva-vidas, de não terem o pessoal necessário nem estarem as 24 horas por dia. Esperemos que isso se revolva, mas fundamentalmente que o novo salva-vidas para esta zona tenha características completamente diferentes dos actuais, que seja rápido e eficaz e podendo prestar um socorro imediato. Espero também que o helicóptero seja uma realidade a curto prazo”, sublinhou Mário Almeida.

Durante a cerimónia, realizada no Salão Paroquial das Caxinas, os familiares das vítimas receberam cartões de sócio que permitem uma série de descontos e benefícios. José Festas, presidente da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, sublinhou a importância destes benefícios para os associados, viúvas e familiares das pessoas. “Estes protocolos vêm trazer muitos benefícios”.

No passado sábado realizou-se também uma assembleia geral extraordinária da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, presidida pelo mestre José Festas. A ordem de trabalhos foi constituída por dois pontos: a apresentação da proposta de eleição de associados para completar a composição da direcção e aprovação do mandato por parte da mesa da assembleia.


Em Setembro será inaugurada a nova sede da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar.



Edição de livro sobre os naufrágios.

A Câmara Municipal de Vila do Conde vai editar um livro sobre os naufrágios. A obra, da autoria de Adelina Piloto e Monteiro dos Santos, irá dar a conhecer todos os momentos trágicos verificados ao longo dos tempos e a identidade dos pescadores falecidos. O lançamento do livro, de homenagem aos homens do mar, vai acontecer durante uma cerimónia pública prevista para o início do mês de Agosto. Mais tarde, e correspondendo a uma sugestão da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, a autarquia vai estudar o local junto à praia onde será colocado o memorial com o nome dos pescadores que morreram em consequência de acidentes do mar."


Paulo Vidal

Fonte: O Primeiro de Janeiro - 5-7-007


Pelos vistos a ideia do memorial partiu do PSD Vila do Conde

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