terça-feira, agosto 07, 2007

Armadores portugueses querem recrutar no estrangeiro 2 mil trabalhadores. Formação Profissional das Pescas sofre remodelação a nível nacional


"O sector das pescas enfrenta um problema de falta de mão-de-obra e os armadores já pediram para recrutar no estrangeiro cerca de 2000 trabalhadores devido à crescente falta de interesse dos portugueses na faina.

O secretário de Estado adjunto da Agricultura e Pescas, Luís Vieira, afirmou à agência Lusa que os responsáveis pelas embarcações «querem ir buscar ao estrangeiro trabalhadores já que o sector é pouco atractivo para os desempregados portugueses».

Em Portugal, existe «um défice de pessoas qualificadas» no sector das pescas e o Governo espera contribuir para a resolução do problema com a criação do Centro Protocolar de Formação, resultado da fusão da Escola de Pesca de Pedrouços e do Forpescas. Ainda não está decidido onde vai funcionar o Centro Protocolar de Formação, mas Luís Vieira avança que a intenção é manter as anteriores instalações, em Pedrouços. O secretário de Estado sublinhou a importância da formação nas pescas, não só para preencher as necessidades do sector em Portugal, mas também devido ao papel importante que desempenha na transmissão de conhecimentos através dos protocolos existentes com os PALOP.

A união das duas entidades é uma das alterações constantes na lei orgânica do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, liderado por Jaime Silva, publicada em Diário da República no final de Outubro do ano passado. As atribuições da Escola de Pesca e da Marinha do Comércio no domínio da certificação profissional são integradas na Direcção-geral das Pescas e Aquicultura. As tarefas relativas a áreas de formação profissional dos sectores das pescas e aquicultura, indústria transformadora e actividades marítimas ficarão numa entidade a definir, em articulação com o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, referia o documento publicado."


Fonte: Lusa / Correio da Manhã 4-8-007

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segunda-feira, agosto 06, 2007

Procissão do Nosso Senhor dos Navegantes envolveu cerca de 50 mil pessoas.


"A procissão do Nosso Senhor dos Navegantes, nas Caxinas, no Domingo, 5 de Agosto, concentrou mais de 50 mil pessoas.

«Não há em Portugal procissão assim» António Coentrão levanta-se da cadeira em sinal de respeito, à passagem do andor de Nossa Senhora da Bonança. Durante toda a vida, «andou ao mar» no bacalhau, depois na sardinha, já no seu «barquinho». Hoje, lá andam os filhos e os netos, nas embarcações "Da Mata". No rosto tem a expressão de fé da comunidade piscatória das Caxinas, Vila do Conde, a devoção imensa de quem, à mercê do mar - umas vezes pai, sustento da casa, outras padrasto, que leva os entes mais queridos, como há 13 anos lhe levou o filho -, busca no céu a esperança.

Este ano, inevitavelmente, a comunidade lembrou os seis "filhos" que o mar levou, em Dezembro, no naufrágio do "Luz do Sameiro". António é apenas um dos cerca de 50 mil (nas contas da paróquia) que, ontem, assistiram a uma das maiores procissões do país, na Festa do Senhor dos Navegantes, nas Caxinas. Todos os anos, a procissão traz às Caxinas milhares de fiéis da Zona Norte, muitos emigrantes e até estrangeiros de férias na região. Os festejos em honra do padroeiro espelham a devoção dos pescadores, numa procissão composta por 16 andores e mais de 400 figurantes que, durante duas horas e meia, percorre pouco mais de dois quilómetros.

"É uma enorme manifestação de fé", explica o pároco das Caxinas, Domingos Araújo, lembrando a singularidade da procissão pela imponência dos figurantes e, sobretudo, dos andores, que ultrapassam por vezes os mil quilos, carregados aos ombros por mais de duas dezenas de pescadores, num sinal de "gratidão e fé" ao Senhor dos Navegantes.

"A procissão já tem muitos anos, mas era mais pequenina", explicou António Coentrão, que, aos 88 anos, vê a procissão "desde que se lembra". Depois, explica, parou, durante 16 anos, com a construção da igreja nova - que este ano celebra 22 anos -, voltando a ser retomada há 19.

Pescadores oferecem parte do "salário"
Desde o início dos festejos que todos os anos os barcos das Caxinas dão à paróquia "Os Quartos do Senhor" - um quarto do que recebe, durante um ano, cada um dos tripulantes do barco. A embarcação que der o maior "quarto" tem a "honra" de escolher o andor que quer transportar. Este ano, a "honra" foi para o "Ajudado por Deus", cujo mestre é José Carlos Craveiro, que conduziu o andor do Senhor dos Navegantes. Foi a sétima vez em 18 anos que coube à tripulação deste barco levar o principal andor.
Entre os figurantes, seguem mais de 400 filhos da terra, cumprindo promessas ou por simples devoção. »Vou em todas as procissões aqui na zona. Venho mesmo por gosto», explica a jovem Elisabete Fernandes, de 23 anos, que, apesar do calor, foi a Nossa Senhora de Fátima da procissão."

Ana Trocado Marques

Fonte: Jornal de Notícias - 6-8-007





Devoção e fé nas Caxinas

"Milhares de pessoas, entre fiéis, emigrantes e mesmo estrangeiros, assistiram, ontem em Vila do Conde, a uma das maiores procissões do País, composta por 16 andores e cerca de 400 figurantes.

As festividades em homenagem ao Senhor dos Navegantes, padroeiro dos pescadores, começaram no passado dia 3 e terminam hoje pelas 24h00 com uma sessão de fogo de artifício. Ontem foi dia da procissão, onde se percorrem cerca de 2200 metros em pouco mais de três horas. Aquela que é considerada uma das maiores manifestações de fé do concelho, conta já com, pelo menos, 18 edições consecutivas tendo a “Igreja do Barco”, como é conhecida a igreja das Caxinas, celebrado 22 anos.

Não há certezas quanto à data de início desta devoção da comunidade piscatória. Sabe-se apenas que é antiga e que terá surgido como resposta de uma comunidade intrinsecamente ligada ao mar. Foi, pois, por vontade da mesma, que a procissão atingiu a dimensão que hoje tem, sendo que ao longo dos anos foi aumentando o número de andores e a quantidade de figurantes, até adquirir o alinhamento actual.

Cada andor é transportado, dependendo do tamanho, por 20 a 30 homens. É que os andores mais pesados chegam aos 300 quilos, como o em homenagem ao Nosso Senhor dos Navegantes, cujo transporte e enfeite esteve, este ano, a cargo da embarcação “Ajudado Por Deus”. Todos os anos são oferecidos, às festividades, “Os Quartos do Senhor”, que representam 25 por cento do que ganha, durante um ano, cada um dos tripulantes. «O barco que der o donativo maior escolhe o andor», explicou José Carlos Craveiro, mestre da embarcação que doou 2800 euros. Para o edil Mário Almeida trata-se de uma «grande manifestação de fé para as pessoas das Caxinas que aí depositam um voto de esperança para que naufrágios, como o da Nazaré, não aconteçam com tanta frequência»."

Fonte: O Primeiro de Janeiro -5-8-007





"«Um sacrifício e a demonstração da fé de um povo». É desta forma que o pároco de Caxinas, Vila do Conde, definiu a procissão da festa a Nosso Senhor dos Navegantes, que ontem teve lugar naquela localidade.

Num dia de sol e com uma temperatura algo elevada – embora a brisa marítima se fizesse sentir um pouco – a festa a Nosso Senhor dos Navegantes voltou a contar com a participação de muitos milhares de pessoas. Momentos antes de sair com a procissão, o padre Domingos Ferreira de Araújo disse ao Diário do Minho que a comunidade que lhe está confiada «não perdeu o sentido cristão» e que o demonstra «com toda a beleza que a procissão encerra».

Este ano, a memória ainda recente da perda de vidas humanas no mar – tragédia do naufrágio do “Luz do Sameiro”, na praia da Légua, Pataias, Nazaré, em Dezembro passado – não deixou de ser recordada e comentada pelos seus camaradas de profissão.

Certo é que nenhum símbolo em especial foi inserido na procissão para lembrar a tragédia, mas o padre Domingos Araújo disse ter a certeza das orações de muitas pessoas para com aqueles que perderam a vida no mar e suas famílias.

Da Fuzeta, a Sul, até Viana do Castelo, a Norte, a comunidade das Caxinas acolheu representantes das comunidades de pescadores do país. Como já vai sendo habitual, a própria procissão foi uma vez mais presidida pelo padre Carlos Lopes, director nacional do Apostolado do Mar. Aquele sacerdote diz entender a sua missão entre os pescadores cristãos como «um desafio permanente», indicando, contudo, que evangelizar aqueles homens «é encontrar um espaço de sinceridade, verdade e de pronta colaboração, que são características do coração do homem do mar»."


Fonte: Diário do Minho -6-8-007


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quarta-feira, agosto 01, 2007

Pescadores preocupados com suposta actuação da Polícia Marítima


A Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar revelou-se apreensiva com a o recente artigo do jornal Correio da Manhã, onde se noticiava que 20% das multas na pesca profissional e desportiva a pescadores, donos de barcos e motos de água reverte para os agentes e capitães de porto. Esta associação apelou que se faça de presto uma averiguação desta situação, que pressupõe irregularidades.

Por seu lado, Carrondo Dias, o comandante da capitania do porto de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim, referiu que a notícia veiculada pelo Correio da Manhã é exagerada e incorrecta nomeadamente como se pode constatar a nível local.

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sexta-feira, julho 27, 2007

Passear pela marginal Vila do Conde - Caxinas - Póvoa de Varzim

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terça-feira, julho 24, 2007

Sucesso da exposição TROCARTES.


Depois do sucesso da exposição colectiva “Expuzição – mini arte minimal”, em 22 de Julho de 2006, a Galeria Cais Art’s de Ângelo Vaz, realizou entre sexta-feira e este domingo, a TROCARTES, comemorando o 7º aniversário da galeria. Cerca de 60 artistas portugueses e espanhóis estiveram presentes na mostra e apresentaram os seus trabalhos ao público, ao ar livre, nas varandas da população circundante da Galeria Cais Art’s, localizada na marginal de Vila do Conde/Póvoa de Varzim. Para além da exposição, decorreram actividades de teatro, saraus de poesia e música. Em entrevista à rádio Foz do Ave, Ângelo Vaz, apresentou um balanço muito positivo dos sete anos da galeria.

Fonte: Rádio Foz do ave





A galeria Cais Art’s nas Caxinas, Vila do Conde, promoveu o ‘Trocartes’, uma iniciativa inovadora que juntou Pintura, Desenho, Fotografia, Arraiolos, Teatro e Poesia. A colocação de quadros nas fachadas dos prédios foi um dos grandes momentos deste evento

Sexta-feira: quem passava na marginal de Vila do Conde via algumas dezenas de quadros pendurados nas fachadas dos prédios e das casas perto da galeria Cais Arte’s, situada na Avenida Infante D. Henrique. A colocação das obras começou cerca das 10h00 e não foi um processo fácil. Ao todo foram colocados cerca de 40 quadros, sendo que o primeiro demorou mais de meia hora a pendurar, tanto mais que era grande e foi preciso "prendê-lo bem por causa do vento", justificou Ângelo Vaz, organizador deste evento. A casa escolhida para receber esta obra era de José Alberto Postiga que, desde o primeiro minuto, se associou a esta iniciativa por considerá-la "interessante, inédita na marginal que já merecia há muito tempo uma exposição deste género". Em relação à receptividades das pessoas, o vila-condense garantiu que "todas as pessoas ficaram curiosas, tanto mais que os quadros também são muito bonitos".

Mas este evento foi muito mais além desta colocação de quadros e, durante três dias, tiveram lugar momentos teatrais da responsabilidade do grupo ‘Corifeu Artes Cénicas’. ‘Histórias Mínimas’, de Javier Tomeo, foi o texto escolhido pelo encenador Rogério Paulo, para animar as ruas adjacentes à galeria vila-condense. Também a Poesia teve o seu lugar no certame. Na tarde de sábado, pelas 16h00, Ângelo Vaz apresentou o seu ‘Livro Tubular’, uma instalação que junta Arte e Poesia. "A obra tem 151 páginas, que, no fundo, são tubos, pintados e decorados" explica o artista. O ‘Livro Tubular’ é um exemplar único que vem na sequência da vontade de Ângelo Vaz de "apostar em coisas diferentes", de forma a testar "a resistência da Poesia e da Arte".

Outra das grandes inovações foi o lançamento de um concurso, no âmbito deste projecto, só para trabalhos em Arraiolos. Uma parceria entre a Cais Art’s e a formadora Florinda Mendes que provou, disse, que "a tapeçaria de Arraiolos não se limita ao Alentejo". No encontro foi ainda possível, "trocar experiências e conhecimentos, o que vai melhorar a nossa capacidade enquanto artesãs".

E em relação aos objectivos que Ângelo Vaz pretende conquistar com o Trocartes. Em entrevista ao Póvoa Semanário explicou que este evento pretende ser "uma manifestação artística ao ar livre". Reconhece que as pessoas "ficam sempre contentes quando algo inovador e diferente lhes bate à porta". O pintor/poeta diz que o seu trabalho, que muitas vezes sai para o exterior da galeria, tem sido "muito bem recebido por todas as pessoas daquela zona (Poça da Barca). Algo que o deixa satisfeito, tanto mais que, muitas dessas pessoas, "têm pouca instrução, mas são muito, muito sensíveis".

Márcia Vara

Fonte: Póvoa Semanário - 27-7-007

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segunda-feira, julho 23, 2007

A outra Caxinas do lado de lá Atlântico!

A primeira vez que Cristóvão Colombo desembarcou em território continental da América Central fê-lo no decorrer da sua 4º (e última) viagem ao “Novo Mundo”. Colombo aportou em 14 de Agosto de 1502 numa baía das Honduras, que na altura denominou de “Punta de Caxinas”, pois no local havia abundância de árvores da fruta caxinas, assim denominada pelos nativos.

Este foi o primeiro porto existente nas Honduras, local privilegiado para os navios espanhóis atracaram, pelo facto da sua baia ser das maiores do mar das Caraíbas e bastante abrigada dos ventos pela configuração geográfica. Esta baia (hoje denominada Baía de Trujillo) é considerada entre as mais exuberantes e impressionantes a nível mundial.

Neste lugar (Punta de Caxinas) celebrou-se a primeira missa (em 14 de Agosto de 1502) em território continental relativo ao continente americano. A sua igreja assumiu em 1539, o estatuto de catedral.

Neste sítio, foi fundada em 1525 a “Villa de Trujillo”, que em 1532 passou a ser cidade e até 1540 foi a primeira capital (da província espanhola) das Honduras. Trujillo é hoje capital departamental das Honduras e o seu porto marítimo é o 2º maior do país.

Em todo o mundo apenas Caxinas (Vila do Conde) e Punta de Caxinas (hoje Trujillo) ostentam o nome Caxinas.

A cidade e porto de Trujillo em destaque, onde outrora se denominava "Punta de Caxinas"
(Clicar para ampliar)


Vila do Conde é geminada com Mindelo (Cabo Verde), devido aos nomes homónimos com a respectiva freguesia do nosso município. Esta é uma das cinco geminações de "papel" do nosso município. As outras também são todas africanas: Lobata-Cidade de Guadalupe (São Tomé e Principe), Mansoa (Guiné Bissau), e Mossel Bay (Africa do Sul); e uma de Timor-Lorosae: Baucau. As geminações efectivas são Ferrol (Espanha), Le Cannet Rocheville (França), Olinda (Brasil), e Portalegre.

Se Mindelo, uma freguesia com 3 500 habitantes 'impõe' uma geminação a Vila do Conde, devido aos nomes homónimos, então Caxinas com mais 15 mil habitantes porque também não terá direito a que se efective uma geminação com Trujillo, outrora "Punta de Caxinas"?

Fica aqui registada a sugestão..

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sexta-feira, julho 13, 2007

Memorial nas Caxinas às vítimas dos naufrágios e edição respectiva de livro. Inauguração em Setembro da sede da APMSHM


"A Câmara Municipal de Vila do Conde vai estudar um local junto à praia onde será colocado um memorial com o nome dos pescadores que morreram em consequência de acidentes do mar.

A ideia foi avançada durante a homenagem realizada aos pescadores falecidos nos naufrágios das embarcações Salgueirinha e Luz do Sameiro, no sábado, pela Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM). “O memorial é uma hipótese a concretizar no tempo, para nós é fundamental perpetuar quem prestou sempre um bom trabalho e um bom serviço à comunidade. Vamos fazê-lo também relativamente a outros, aos ex-combatentes e aos ex-marinheiros”, referiu Mário Almeida.

O presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde aproveitou ainda a cerimónia de homenagem aos pescadores falecidos nos naufrágios das embarcações Salgueirinha e Luz do Sameiro para voltar a reclamar maior segurança para os homens do mar: “É necessário que se resolvam estas questões, não só esta pontual das estações de salva-vidas, de não terem o pessoal necessário nem estarem as 24 horas por dia. Esperemos que isso se revolva, mas fundamentalmente que o novo salva-vidas para esta zona tenha características completamente diferentes dos actuais, que seja rápido e eficaz e podendo prestar um socorro imediato. Espero também que o helicóptero seja uma realidade a curto prazo”, sublinhou Mário Almeida.

Durante a cerimónia, realizada no Salão Paroquial das Caxinas, os familiares das vítimas receberam cartões de sócio que permitem uma série de descontos e benefícios. José Festas, presidente da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, sublinhou a importância destes benefícios para os associados, viúvas e familiares das pessoas. “Estes protocolos vêm trazer muitos benefícios”.

No passado sábado realizou-se também uma assembleia geral extraordinária da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, presidida pelo mestre José Festas. A ordem de trabalhos foi constituída por dois pontos: a apresentação da proposta de eleição de associados para completar a composição da direcção e aprovação do mandato por parte da mesa da assembleia.


Em Setembro será inaugurada a nova sede da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar.



Edição de livro sobre os naufrágios.

A Câmara Municipal de Vila do Conde vai editar um livro sobre os naufrágios. A obra, da autoria de Adelina Piloto e Monteiro dos Santos, irá dar a conhecer todos os momentos trágicos verificados ao longo dos tempos e a identidade dos pescadores falecidos. O lançamento do livro, de homenagem aos homens do mar, vai acontecer durante uma cerimónia pública prevista para o início do mês de Agosto. Mais tarde, e correspondendo a uma sugestão da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, a autarquia vai estudar o local junto à praia onde será colocado o memorial com o nome dos pescadores que morreram em consequência de acidentes do mar."


Paulo Vidal

Fonte: O Primeiro de Janeiro - 5-7-007


Pelos vistos a ideia do memorial partiu do PSD Vila do Conde

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sábado, julho 07, 2007

"Trocartes" - Exposição Colectiva na Galeria Cais Art's, em Julho

O inovador projecto "TROCARTES" promovido pela galeria Cais Art’s, das Caxinas, Vila do Conde, que se realiza entre 20 e 22 de Julho (mês em que a galeria celebra o seu 7º aniversário) congregará pelo menos 60 artistas, entre desenhadores, pintores, fotógrafos e artesãos, vindos de vários pontos do país e também de Espanha.

O Trocartes é um concurso/exposição de Desenho, Pintura e Fotografia que reúne trabalhos de artistas portugueses e espanhóis que, no final do evento, trocam entre si as suas obras. Tem a particularidade dos trabalhos serem expostos, não no interior da galeria, mas sim nas varandas das casas circundantes. Decorrerá em paralelo um concurso para trabalhos em Arraiolos.


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Programa do Trocartes


20 de Julho (Sexta)

10h00 - montagem da exposição ao ar livre, nas varandas dos moradores da Av. Infante D. Henrique;

17h00 - abertura oficial com recepção de convidados;

22h00 - intervenção Teatral, com a peça “Histórias Mínimas” de Javier Tomeo, encenado por Rogério Paulo, interpretado por Corifeu Artes Cénicas (local da intervenção - Av. Infante D. Henrique, frente à Forpescas e Marina do Clube Naval Povoense).





21 de Julho (Sábado)

10h00 - montagem de instalação floral por Cristina Campos e David Sá;

17h00 - instalação Performance Poética, lançamento de Livro Tubular, escrito e ilustrado à mão, de autoria de Ângelo Vaz, exemplar único, com sarau de poesia ao ar livre com acompanhamento musical de Guitarra Clássica e Guitarra Acústica, por Ana João Ribeiro Oliveira;

19h00 - conferência de Imprensa e debate com artistas presentes e população ao ar livre;

22h00 - intervenção Teatral, com a peça “Histórias Mínimas” de Javier Tomeo, encenado por Rogério Paulo, interpretado por Corifeu Artes Cénicas.




22 de Julho (Domingo)

16h00 - intervenção Teatral, com a peça “Histórias Mínimas” de Javier Tomeo, encenado por Rogério Paulo, interpretado por Corifeu Artes Cénicas;

17h00 - sorteio de troca de Obras de Arte entre os autores e entrega de certificados de presença no Evento;

21h00 - encerramento das actividades com sarau de poesia ao ar livre com acompanhamento musical de Guitarra Clássica e Guitarra Acústica, por Ana João Ribeiro Oliveira.



Quem quiser participar no "TROCARTES" pode consultar o regulamento no espaço da Cais Art’s ou pedir mais informações através do telemóvel 91 454 02 59 ou do endereço electrónico galeriacaisarte@hotmail.com.



Galeria Cais Art’s
Avenida Infante D. Henrique, nº 134
Caxinas
Vila do Conde

Director:
Ângelo Vaz



Mais informações sobre o Trocartes


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sexta-feira, julho 06, 2007

Linha A dos autocarros "Litoral Norte" circulam nas Caxinas

Caxinas é atravessada desde 1 de Julho por uma nova linha de transporte rodoviário. Esta linha de autocarro liga a Zona Industrial de Amorim à Escola secundária José Régio, em Vila do Conde, e o trajecto efectuado nas Caxinas é desde a Avenida Infante D. Henrique, Rua António Bento Martins Júnior, Rua Dr. Carlos Pinto Ferreira, até à Av. Comandte Coutinho Lanhoso

Este transporte é assegurado pela empresa de transporte rodoviário de passageiros ‘Litoral Norte”

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O Percurso da linha A possui 21 paragens:

Escola Secundária José Régio
Av. Comandante Coutinho Lanhoso
Rua Dr. Carlos Pinto Ferreira
Rua António Bento Martins Júnior
Av. Infante D. Henrique (sem paragem)
Rua da Caverneira
Av. dos Descobrimentos
Casino
Av. dos Banhos
Praça 5 de Outubro
Av. Santos Graça
Escola Rocha Peixoto
Escola Dr. Flávio Gonçalves
Centro de Saúde
Hospital
Escola Eça de Queirós
Rua Família Bonitos Amorim
C.C.T.
Modelo
Rua Comendador Francisco Quintas
Rua das Cardosas
Rua D. Manuel Dias
Zona Industrial de Amorim


A linha funciona todos os dias, entre as 7 horas e as 20 horas, com um frequência de passagem de autocarros e 30 em 30 minutos.

Este sistema de transportes é bastante moderno e está equipada com múltiplas tecnologias. Os utentes das linhas da ‘Litoral Norte’ têm acesso a um equipamento com chip electrónico, com transmissão via rádio, que permite a validação nos autocarros da empresa. Esta tecnologia está presente nos três cartões disponibilizados:

Todos os bilhetes podem ser adquiridos a bordo do autocarro. Na elaboração destes cartões foi também acautelada a questão estética, já que em todos eles figuraram imagens de monumentos importantes da cidade. No Sénior está o monumento às pescadeiras da Póvoa, no Multiviagens, a estátua de S. Pedro e no Passe Social, o monumento aos Poveiros.


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Luís Costa, director da ‘Litoral Norte’ está certo da rentabilidade deste novo conceito de transporte urbano, dado que "apresenta comodidade, qualidade e frequência". Faltando apenas que a Câmara Municipal assegure a "velocidade comercial, criando corredores privilegiados de circulação ou uma diferenciação positiva para o autocarro", pois, só dessa forma "esta linha é atractiva para as pessoas". Mas isso só deve acontecer depois que a empresa demonstre "que o serviço é interessante". Algo possível num futuro próximo, seundo a opinião de Luís Costa.

Este explica que a aquisição de sete mini bus foi uma decisão "adequada", dado que são veículos "adaptados ao serviço em questão", permitindo "baixar o custo por quilómetro da viatura", e "aumentar o número de frequência". Estes pequenos autocarros têm entre 14 e 20 lugares sentados e 8 de pé. Mas se ficar provado que esta lotação não é suficiente para a procura, a ‘Litoral Norte’ está preparada para os substituir por veículos de média dimensão (que podem levar até 40 passageiros). A linha A serve, igualmente, todos aqueles que "queirem deixar o seu carro junto à Central de Camionagem e usufruir de um dia e praia" explica o director da empresa de transportes.

Esta é a primeira de quatro linhas que vão ser colocadas em funcionamento nas zonas urbana Póvoa de Varzim-Vila do Conde a partir de Agosto:

Para mais informações contactar o Centro Coordenador de Transportes, através do número 252 692 266.

Quando as quatro linhas estiverem em funcionamento vai ser possível efectuar, de forma gratuita, o transbordo entre veículos, utilizando um conceito muito semelhante ao da Metro do Porto. "É possível viajar entre quaisquer pontos da rede com apenas um bilhete" explica Luís Costa.

Post elaborado com alguns excertos do artigo no "Póvoa Semanário"

Trajecto da Linha A, nas Caxinas e parte do percurso na Póvoa de Varzim (linha azul claro)
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quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Exposição de pintura de Cláudia Machado na Galeria Cais Art's até 19 de Março

A Galeria Cais Art's apresenta até ao dia 19 de Março a exposição de pintura de Cláudia Machado, cuja temática são as janelas da Póvoa de Varzim.

A Galeria Cais Art’s tem expostas 23 propostas de janelas diferentes numa mostra que tem um cariz de documentário da arquitectura da Póvoa. Cláudia Machado transpôs para a tela as janelas que mais a tocaram e que agora podem ser vistas no seu local de aprendizagem.

Depois de ter passado por «A Filantrópica» na Póvoa de Varzim, a exposição individual de pintura itinerante de Cláudia Machado pode agora ser visitada na Galeria Cais Art´s, em Vila do Conde. A artista plástica é natural de Santo Tirso e há cerca de dois anos e meio que “a pintura funciona como um hobbie”, no entanto leva-o muito a sério, e prova disso é já ter realizado algumas exposições individuais, e umas tantas colectivas, culminando agora nesta que lhe deu “tanto gozo e prazer”. Cláudia, até há bem pouco tempo atrás, não sabia o que era a pintura, mas como tem apetência para as artes manuais, e ao passar pela Galeria de Ângelo Vaz, resolveu experimentar, até porque nunca ninguém a tinha “ensinado a pegar num pincel”. Depois de algumas aulas, a surpresa não podia ser mais inesperada, e como ela própria disse ao JANEIRO “nunca pensei que fosse gostar tanto como realmente gosto, nem sequer que fosse chegar a este nível”, afirmou explicando que “na altura a ideia era pintar qualquer coisita só para distrair”.

O tema da exposição são janelas da Póvoa de Varzim e surgiu um dia em conversa acerca de trabalhos mais ou menos interessantes, com aquele que é “o mestre da bata suja” – seu professor de pintura – como Cláudia faz questão de lhe chamar, de um modo carinhoso. Cláudia explica: “lembrei-me que na Póvoa existem imensos edifícios antigos com fachadas muito bonitas”. Então, num domingo de manhã, saíram de máquina fotográfica às costas e andaram um dia inteiro a percorrer as ruas da Póvoa, em que tiraram imensas fotografias e a partir daí seleccionaram aquelas que gostaram mais e as que acharam que teriam maior visibilidade em tela.

Durante o período de produção o «mestre» alertou a sua aluna de que este trabalho iria ser exposto, pois havia ali muito “pano para mangas” como lhe chamou Ângelo Vaz.

Cláudia andou a trabalhar neste projecto durante cerca de um ano e meio e, como ela nos disse, “foi uma época de bastante dedicação, porque deu muito trabalho”, mas o resultado está à vista, e como frisa: “acho que no fundo temos aqui um documentário da arquitectura tradicional da Póvoa”, só que patente em tela. Para terminar, a autora da exposição fez ainda questão de lembrar que “isto só foi possível graças à colaboração do mestre”, porque ele no fundo é o orientador e o braço direito de todo o seu trabalho na pintura.


O olhar do mestre Ângelo Vaz
Ângelo Vaz, pintor e professor de pintura na Galeria Cais Art´s, ao referir-se à aluna diz: “é uma pintora de desafios que se esconde por detrás das cores, sem pretensão de conseguir ultrapassar as barreiras arquitectónicas e espirituais das janelas”. O tema janela dava para escrever muitos livros, mas Cláudia Machado optou por escrever sobre tela, com cor, as janelas que mais a tocaram a si e ao «seu mestre». O pintor explica que as dimensões das telas foram cuidadosamente estudadas pela autora, porque a estética das janelas assim o exigiu.


A exposição pode ser visitada até 19 de Março, de Segunda a Sábado, das 10h as 12h30 e das 15h às 19h, na Avenida Infante D. Henrique, nº 134

Fonte: O Primeiro de Janeiro - 27-2-007

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