terça-feira, julho 24, 2007
Sucesso da exposição TROCARTES.
Depois do sucesso da exposição colectiva “Expuzição – mini arte minimal”, em 22 de Julho de 2006, a Galeria Cais Art’s de Ângelo Vaz, realizou entre sexta-feira e este domingo, a TROCARTES, comemorando o 7º aniversário da galeria. Cerca de 60 artistas portugueses e espanhóis estiveram presentes na mostra e apresentaram os seus trabalhos ao público, ao ar livre, nas varandas da população circundante da Galeria Cais Art’s, localizada na marginal de Vila do Conde/Póvoa de Varzim. Para além da exposição, decorreram actividades de teatro, saraus de poesia e música. Em entrevista à rádio Foz do Ave, Ângelo Vaz, apresentou um balanço muito positivo dos sete anos da galeria.
Fonte: Rádio Foz do ave
A galeria Cais Art’s nas Caxinas, Vila do Conde, promoveu o ‘Trocartes’, uma iniciativa inovadora que juntou Pintura, Desenho, Fotografia, Arraiolos, Teatro e Poesia. A colocação de quadros nas fachadas dos prédios foi um dos grandes momentos deste evento
Sexta-feira: quem passava na marginal de Vila do Conde via algumas dezenas de quadros pendurados nas fachadas dos prédios e das casas perto da galeria Cais Arte’s, situada na Avenida Infante D. Henrique. A colocação das obras começou cerca das 10h00 e não foi um processo fácil. Ao todo foram colocados cerca de 40 quadros, sendo que o primeiro demorou mais de meia hora a pendurar, tanto mais que era grande e foi preciso "prendê-lo bem por causa do vento", justificou Ângelo Vaz, organizador deste evento. A casa escolhida para receber esta obra era de José Alberto Postiga que, desde o primeiro minuto, se associou a esta iniciativa por considerá-la "interessante, inédita na marginal que já merecia há muito tempo uma exposição deste género". Em relação à receptividades das pessoas, o vila-condense garantiu que "todas as pessoas ficaram curiosas, tanto mais que os quadros também são muito bonitos".
Mas este evento foi muito mais além desta colocação de quadros e, durante três dias, tiveram lugar momentos teatrais da responsabilidade do grupo ‘Corifeu Artes Cénicas’. ‘Histórias Mínimas’, de Javier Tomeo, foi o texto escolhido pelo encenador Rogério Paulo, para animar as ruas adjacentes à galeria vila-condense. Também a Poesia teve o seu lugar no certame. Na tarde de sábado, pelas 16h00, Ângelo Vaz apresentou o seu ‘Livro Tubular’, uma instalação que junta Arte e Poesia. "A obra tem 151 páginas, que, no fundo, são tubos, pintados e decorados" explica o artista. O ‘Livro Tubular’ é um exemplar único que vem na sequência da vontade de Ângelo Vaz de "apostar em coisas diferentes", de forma a testar "a resistência da Poesia e da Arte".
Outra das grandes inovações foi o lançamento de um concurso, no âmbito deste projecto, só para trabalhos
E em relação aos objectivos que Ângelo Vaz pretende conquistar com o Trocartes. Em entrevista ao Póvoa Semanário explicou que este evento pretende ser "uma manifestação artística ao ar livre". Reconhece que as pessoas "ficam sempre contentes quando algo inovador e diferente lhes bate à porta". O pintor/poeta diz que o seu trabalho, que muitas vezes sai para o exterior da galeria, tem sido "muito bem recebido por todas as pessoas daquela zona (Poça da Barca). Algo que o deixa satisfeito, tanto mais que, muitas dessas pessoas, "têm pouca instrução, mas são muito, muito sensíveis".
Márcia VaraFonte: Póvoa Semanário - 27-7-007
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segunda-feira, julho 23, 2007
Imagens da exposição exterior / ar livre do TROCARTES





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quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Exposição de pintura de Cláudia Machado na Galeria Cais Art's até 19 de Março
A Galeria Cais Art's apresenta até ao dia 19 de Março a exposição de pintura de Cláudia Machado, cuja temática são as janelas da Póvoa de Varzim.
Depois de ter passado por «A Filantrópica» na Póvoa de Varzim, a exposição individual de pintura itinerante de Cláudia Machado pode agora ser visitada na Galeria Cais Art´s, em Vila do Conde. A artista plástica é natural de Santo Tirso e há cerca de dois anos e meio que “a pintura funciona como um hobbie”, no entanto leva-o muito a sério, e prova disso é já ter realizado algumas exposições individuais, e umas tantas colectivas, culminando agora nesta que lhe deu “tanto gozo e prazer”. Cláudia, até há bem pouco tempo atrás, não sabia o que era a pintura, mas como tem apetência para as artes manuais, e ao passar pela Galeria de Ângelo Vaz, resolveu experimentar, até porque nunca ninguém a tinha “ensinado a pegar num pincel”. Depois de algumas aulas, a surpresa não podia ser mais inesperada, e como ela própria disse ao JANEIRO “nunca pensei que fosse gostar tanto como realmente gosto, nem sequer que fosse chegar a este nível”, afirmou explicando que “na altura a ideia era pintar qualquer coisita só para distrair”.
O tema da exposição são janelas da Póvoa de Varzim e surgiu um dia em conversa acerca de trabalhos mais ou menos interessantes, com aquele que é “o mestre da bata suja” – seu professor de pintura – como Cláudia faz questão de lhe chamar, de um modo carinhoso. Cláudia explica: “lembrei-me que na Póvoa existem imensos edifícios antigos com fachadas muito bonitas”. Então, num domingo de manhã, saíram de máquina fotográfica às costas e andaram um dia inteiro a percorrer as ruas da Póvoa, em que tiraram imensas fotografias e a partir daí seleccionaram aquelas que gostaram mais e as que acharam que teriam maior visibilidade em tela.
Durante o período de produção o «mestre» alertou a sua aluna de que este trabalho iria ser exposto, pois havia ali muito “pano para mangas” como lhe chamou Ângelo Vaz.
O olhar do mestre Ângelo Vaz
Ângelo Vaz, pintor e professor de pintura na Galeria Cais Art´s, ao referir-se à aluna diz: “é uma pintora de desafios que se esconde por detrás das cores, sem pretensão de conseguir ultrapassar as barreiras arquitectónicas e espirituais das janelas”. O tema janela dava para escrever muitos livros, mas Cláudia Machado optou por escrever sobre tela, com cor, as janelas que mais a tocaram a si e ao «seu mestre». O pintor explica que as dimensões das telas foram cuidadosamente estudadas pela autora, porque a estética das janelas assim o exigiu.
Fonte: O Primeiro de Janeiro - 27-2-007
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