segunda-feira, agosto 06, 2007
Procissão do Nosso Senhor dos Navegantes envolveu cerca de 50 mil pessoas.
"A procissão do Nosso Senhor dos Navegantes, nas Caxinas, no Domingo, 5 de Agosto, concentrou mais de 50 mil pessoas.
Este ano, inevitavelmente, a comunidade lembrou os seis "filhos" que o mar levou, em Dezembro, no naufrágio do "Luz do Sameiro". António é apenas um dos cerca de 50 mil (nas contas da paróquia) que, ontem, assistiram a uma das maiores procissões do país, na Festa do Senhor dos Navegantes, nas Caxinas. Todos os anos, a procissão traz às Caxinas milhares de fiéis da Zona Norte, muitos emigrantes e até estrangeiros de férias na região. Os festejos em honra do padroeiro espelham a devoção dos pescadores, numa procissão composta por 16 andores e mais de 400 figurantes que, durante duas horas e meia, percorre pouco mais de dois quilómetros.
Pescadores oferecem parte do "salário"
Desde o início dos festejos que todos os anos os barcos das Caxinas dão à paróquia "Os Quartos do Senhor" - um quarto do que recebe, durante um ano, cada um dos tripulantes do barco. A embarcação que der o maior "quarto" tem a "honra" de escolher o andor que quer transportar. Este ano, a "honra" foi para o "Ajudado por Deus", cujo mestre é José Carlos Craveiro, que conduziu o andor do Senhor dos Navegantes. Foi a sétima vez em 18 anos que coube à tripulação deste barco levar o principal andor.
Entre os figurantes, seguem mais de 400 filhos da terra, cumprindo promessas ou por simples devoção. »Vou em todas as procissões aqui na zona. Venho mesmo por gosto», explica a jovem Elisabete Fernandes, de 23 anos, que, apesar do calor, foi a Nossa Senhora de Fátima da procissão."
Ana Trocado Marques
Fonte: Jornal de Notícias - 6-8-007

Devoção e fé nas Caxinas
As festividades em homenagem ao Senhor dos Navegantes, padroeiro dos pescadores, começaram no passado dia 3 e terminam hoje pelas 24h00 com uma sessão de fogo de artifício. Ontem foi dia da procissão, onde se percorrem cerca de 2200 metros em pouco mais de três horas. Aquela que é considerada uma das maiores manifestações de fé do concelho, conta já com, pelo menos, 18 edições consecutivas tendo a “Igreja do Barco”, como é conhecida a igreja das Caxinas, celebrado 22 anos.
Cada andor é transportado, dependendo do tamanho, por 20 a 30 homens. É que os andores mais pesados chegam aos 300 quilos, como o em homenagem ao Nosso Senhor dos Navegantes, cujo transporte e enfeite esteve, este ano, a cargo da embarcação “Ajudado Por Deus”. Todos os anos são oferecidos, às festividades, “Os Quartos do Senhor”, que representam 25 por cento do que ganha, durante um ano, cada um dos tripulantes. «O barco que der o donativo maior escolhe o andor», explicou José Carlos Craveiro, mestre da embarcação que doou 2800 euros. Para o edil Mário Almeida trata-se de uma «grande manifestação de fé para as pessoas das Caxinas que aí depositam um voto de esperança para que naufrágios, como o da Nazaré, não aconteçam com tanta frequência»."
Fonte: O Primeiro de Janeiro -5-8-007
"«Um sacrifício e a demonstração da fé de um povo». É desta forma que o pároco de Caxinas, Vila do Conde, definiu a procissão da festa a Nosso Senhor dos Navegantes, que ontem teve lugar naquela localidade.
Num dia de sol e com uma temperatura algo elevada – embora a brisa marítima se fizesse sentir um pouco – a festa a Nosso Senhor dos Navegantes voltou a contar com a participação de muitos milhares de pessoas. Momentos antes de sair com a procissão, o padre Domingos Ferreira de Araújo disse ao Diário do Minho que a comunidade que lhe está confiada «não perdeu o sentido cristão» e que o demonstra «com toda a beleza que a procissão encerra».
Este ano, a memória ainda recente da perda de vidas humanas no mar – tragédia do naufrágio do “Luz do Sameiro”, na praia da Légua, Pataias, Nazaré, em Dezembro passado – não deixou de ser recordada e comentada pelos seus camaradas de profissão.
Certo é que nenhum símbolo em especial foi inserido na procissão para lembrar a tragédia, mas o padre Domingos Araújo disse ter a certeza das orações de muitas pessoas para com aqueles que perderam a vida no mar e suas famílias.
Da Fuzeta, a Sul, até Viana do Castelo, a Norte, a comunidade das Caxinas acolheu representantes das comunidades de pescadores do país. Como já vai sendo habitual, a própria procissão foi uma vez mais presidida pelo padre Carlos Lopes, director nacional do Apostolado do Mar. Aquele sacerdote diz entender a sua missão entre os pescadores cristãos como «um desafio permanente», indicando, contudo, que evangelizar aqueles homens «é encontrar um espaço de sinceridade, verdade e de pronta colaboração, que são características do coração do homem do mar»."
Etiquetas: caxinas, festas, Nosso Senhor dos Navegantes, Procissão
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