quarta-feira, agosto 08, 2007

pausa de uma semana e meia.

Vou estar por fora e só daqui a semana e meia retomo a edição deste blogue.
Boas férias a todos!

terça-feira, agosto 07, 2007

Pescas portuguesas vão receber 246 milhões de euros do IV Quadro Comunitário de Apoio (2007-13). Investimento total no sector de 438 milhões de euros


"O próximo quadro comunitário de apoio vai contribuir com 246 milhões de euros para as Pescas, a que se juntam as verbas nacionais para
totalizar 325 milhões de euros para ajudar a melhorar a produtividade do sector.

Em entrevista à agência Lusa, o secretário de Estado adjunto da Agricultura e Pescas, Luís Vieira, explicou que, até 2013, está previsto um investimento total no sector de 438 milhões de euros, tendo em conta a participação dos privados, de 112,4 milhões de euros. Os apoios que as Pescas vão receber no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), entre 2007 e 2013, representam uma subida face ao valor transferido no anterior quadro comunitário de apoio, de 233 milhões para 325 milhões de euros.

«Depois de uma negociação difícil, Portugal recebeu recursos ligeiramente superiores, apesar de agora o número de Estados membros ter aumentado para 27», lembrou o secretário de Estado. O governante acrescentou que Portugal ocupa o quarto lugar na lista dos beneficiários de verbas comunitárias para Pescas no conjunto da União Europeia (UE).

Os montantes serão distribuídos segundo as prioridades definidas pelo governo e Luís Vieira realçou a melhoria da produtividade do sector, o que "passa por ajustar o esforço de pesca à sustentabilidade dos recursos, com melhores instrumentos de trabalho e frota", ajustando a actividade aos elementos naturais disponíveis, visando a sua preservação.

Nos últimos anos, na UE, as capturas registaram uma redução de 25 por cento, uma situação que resultou, em grande parte, das quotas fixadas, ao contrário do que aconteceu em Portugal. «No nosso país, as capturas não têm descido, mantêm-se e, em algumas áreas, até registaram uma subida ligeira», disse o governante, realçando que as quotas estipuladas pela UE são acauteladas, tal como a preocupação com a preservação dos recursos. Os problemas nos recursos piscícolas e o aumento do consumo levam vários países a apostar na aquicultura como forma de responder à procura e Portugal pretende duplicar até 2013 a produção aquícola, para 15 mil toneladas, sendo esta uma área igualmente prioritária para a aplicação das verbas comunitárias.

Os apoios vão ainda poder contribuir para aumentar o nível de competividade das nossas pescas, criando mais valor acrescentado e diversificação, não só nas indústrias do sector, mas também ajudar as organizações de produtores a conseguir uma maior capacidade empresarial para colocar os seus produtos nos estabelecimentos comerciais, resolvendo o problema da distribuição e da grande diferença entre os preços praticados nas lotas e junto dos consumidores.

Esta é uma «forma de ultrapassar o estrangulamento que se regista na comercialização» e que inclui vários tipos de ajudas a diversas áreas de actividade, incluindo os recursos humanos e estruturas, como equipamentos de congelação ou transportes frigorificos, exemplificou Luís Vieira. Na indústria transformadora, a meta do governo português é «acrescentar mais valor com a diversificação» de produtos e de modos de produzir para ganhar competitividade.

O responsável governamental pretende que a legislação referente ao programa operacional das pescas seja em breve publicada de modo a permitir que as candidaturas aos apoios possam começar a ser entregues na segunda quinzena de Setembro."

Fonte: Lusa / Mundo português - 19-7-007

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Armadores portugueses querem recrutar no estrangeiro 2 mil trabalhadores. Formação Profissional das Pescas sofre remodelação a nível nacional


"O sector das pescas enfrenta um problema de falta de mão-de-obra e os armadores já pediram para recrutar no estrangeiro cerca de 2000 trabalhadores devido à crescente falta de interesse dos portugueses na faina.

O secretário de Estado adjunto da Agricultura e Pescas, Luís Vieira, afirmou à agência Lusa que os responsáveis pelas embarcações «querem ir buscar ao estrangeiro trabalhadores já que o sector é pouco atractivo para os desempregados portugueses».

Em Portugal, existe «um défice de pessoas qualificadas» no sector das pescas e o Governo espera contribuir para a resolução do problema com a criação do Centro Protocolar de Formação, resultado da fusão da Escola de Pesca de Pedrouços e do Forpescas. Ainda não está decidido onde vai funcionar o Centro Protocolar de Formação, mas Luís Vieira avança que a intenção é manter as anteriores instalações, em Pedrouços. O secretário de Estado sublinhou a importância da formação nas pescas, não só para preencher as necessidades do sector em Portugal, mas também devido ao papel importante que desempenha na transmissão de conhecimentos através dos protocolos existentes com os PALOP.

A união das duas entidades é uma das alterações constantes na lei orgânica do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, liderado por Jaime Silva, publicada em Diário da República no final de Outubro do ano passado. As atribuições da Escola de Pesca e da Marinha do Comércio no domínio da certificação profissional são integradas na Direcção-geral das Pescas e Aquicultura. As tarefas relativas a áreas de formação profissional dos sectores das pescas e aquicultura, indústria transformadora e actividades marítimas ficarão numa entidade a definir, em articulação com o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, referia o documento publicado."


Fonte: Lusa / Correio da Manhã 4-8-007

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segunda-feira, agosto 06, 2007

Procissão do Nosso Senhor dos Navegantes envolveu cerca de 50 mil pessoas.


"A procissão do Nosso Senhor dos Navegantes, nas Caxinas, no Domingo, 5 de Agosto, concentrou mais de 50 mil pessoas.

«Não há em Portugal procissão assim» António Coentrão levanta-se da cadeira em sinal de respeito, à passagem do andor de Nossa Senhora da Bonança. Durante toda a vida, «andou ao mar» no bacalhau, depois na sardinha, já no seu «barquinho». Hoje, lá andam os filhos e os netos, nas embarcações "Da Mata". No rosto tem a expressão de fé da comunidade piscatória das Caxinas, Vila do Conde, a devoção imensa de quem, à mercê do mar - umas vezes pai, sustento da casa, outras padrasto, que leva os entes mais queridos, como há 13 anos lhe levou o filho -, busca no céu a esperança.

Este ano, inevitavelmente, a comunidade lembrou os seis "filhos" que o mar levou, em Dezembro, no naufrágio do "Luz do Sameiro". António é apenas um dos cerca de 50 mil (nas contas da paróquia) que, ontem, assistiram a uma das maiores procissões do país, na Festa do Senhor dos Navegantes, nas Caxinas. Todos os anos, a procissão traz às Caxinas milhares de fiéis da Zona Norte, muitos emigrantes e até estrangeiros de férias na região. Os festejos em honra do padroeiro espelham a devoção dos pescadores, numa procissão composta por 16 andores e mais de 400 figurantes que, durante duas horas e meia, percorre pouco mais de dois quilómetros.

"É uma enorme manifestação de fé", explica o pároco das Caxinas, Domingos Araújo, lembrando a singularidade da procissão pela imponência dos figurantes e, sobretudo, dos andores, que ultrapassam por vezes os mil quilos, carregados aos ombros por mais de duas dezenas de pescadores, num sinal de "gratidão e fé" ao Senhor dos Navegantes.

"A procissão já tem muitos anos, mas era mais pequenina", explicou António Coentrão, que, aos 88 anos, vê a procissão "desde que se lembra". Depois, explica, parou, durante 16 anos, com a construção da igreja nova - que este ano celebra 22 anos -, voltando a ser retomada há 19.

Pescadores oferecem parte do "salário"
Desde o início dos festejos que todos os anos os barcos das Caxinas dão à paróquia "Os Quartos do Senhor" - um quarto do que recebe, durante um ano, cada um dos tripulantes do barco. A embarcação que der o maior "quarto" tem a "honra" de escolher o andor que quer transportar. Este ano, a "honra" foi para o "Ajudado por Deus", cujo mestre é José Carlos Craveiro, que conduziu o andor do Senhor dos Navegantes. Foi a sétima vez em 18 anos que coube à tripulação deste barco levar o principal andor.
Entre os figurantes, seguem mais de 400 filhos da terra, cumprindo promessas ou por simples devoção. »Vou em todas as procissões aqui na zona. Venho mesmo por gosto», explica a jovem Elisabete Fernandes, de 23 anos, que, apesar do calor, foi a Nossa Senhora de Fátima da procissão."

Ana Trocado Marques

Fonte: Jornal de Notícias - 6-8-007





Devoção e fé nas Caxinas

"Milhares de pessoas, entre fiéis, emigrantes e mesmo estrangeiros, assistiram, ontem em Vila do Conde, a uma das maiores procissões do País, composta por 16 andores e cerca de 400 figurantes.

As festividades em homenagem ao Senhor dos Navegantes, padroeiro dos pescadores, começaram no passado dia 3 e terminam hoje pelas 24h00 com uma sessão de fogo de artifício. Ontem foi dia da procissão, onde se percorrem cerca de 2200 metros em pouco mais de três horas. Aquela que é considerada uma das maiores manifestações de fé do concelho, conta já com, pelo menos, 18 edições consecutivas tendo a “Igreja do Barco”, como é conhecida a igreja das Caxinas, celebrado 22 anos.

Não há certezas quanto à data de início desta devoção da comunidade piscatória. Sabe-se apenas que é antiga e que terá surgido como resposta de uma comunidade intrinsecamente ligada ao mar. Foi, pois, por vontade da mesma, que a procissão atingiu a dimensão que hoje tem, sendo que ao longo dos anos foi aumentando o número de andores e a quantidade de figurantes, até adquirir o alinhamento actual.

Cada andor é transportado, dependendo do tamanho, por 20 a 30 homens. É que os andores mais pesados chegam aos 300 quilos, como o em homenagem ao Nosso Senhor dos Navegantes, cujo transporte e enfeite esteve, este ano, a cargo da embarcação “Ajudado Por Deus”. Todos os anos são oferecidos, às festividades, “Os Quartos do Senhor”, que representam 25 por cento do que ganha, durante um ano, cada um dos tripulantes. «O barco que der o donativo maior escolhe o andor», explicou José Carlos Craveiro, mestre da embarcação que doou 2800 euros. Para o edil Mário Almeida trata-se de uma «grande manifestação de fé para as pessoas das Caxinas que aí depositam um voto de esperança para que naufrágios, como o da Nazaré, não aconteçam com tanta frequência»."

Fonte: O Primeiro de Janeiro -5-8-007





"«Um sacrifício e a demonstração da fé de um povo». É desta forma que o pároco de Caxinas, Vila do Conde, definiu a procissão da festa a Nosso Senhor dos Navegantes, que ontem teve lugar naquela localidade.

Num dia de sol e com uma temperatura algo elevada – embora a brisa marítima se fizesse sentir um pouco – a festa a Nosso Senhor dos Navegantes voltou a contar com a participação de muitos milhares de pessoas. Momentos antes de sair com a procissão, o padre Domingos Ferreira de Araújo disse ao Diário do Minho que a comunidade que lhe está confiada «não perdeu o sentido cristão» e que o demonstra «com toda a beleza que a procissão encerra».

Este ano, a memória ainda recente da perda de vidas humanas no mar – tragédia do naufrágio do “Luz do Sameiro”, na praia da Légua, Pataias, Nazaré, em Dezembro passado – não deixou de ser recordada e comentada pelos seus camaradas de profissão.

Certo é que nenhum símbolo em especial foi inserido na procissão para lembrar a tragédia, mas o padre Domingos Araújo disse ter a certeza das orações de muitas pessoas para com aqueles que perderam a vida no mar e suas famílias.

Da Fuzeta, a Sul, até Viana do Castelo, a Norte, a comunidade das Caxinas acolheu representantes das comunidades de pescadores do país. Como já vai sendo habitual, a própria procissão foi uma vez mais presidida pelo padre Carlos Lopes, director nacional do Apostolado do Mar. Aquele sacerdote diz entender a sua missão entre os pescadores cristãos como «um desafio permanente», indicando, contudo, que evangelizar aqueles homens «é encontrar um espaço de sinceridade, verdade e de pronta colaboração, que são características do coração do homem do mar»."


Fonte: Diário do Minho -6-8-007


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quarta-feira, agosto 01, 2007

Marinha abre inquérito na Polícia Marítima para apurar eventuais irregularidades na cobrança de multas

A Marinha vai abrir um inquérito para apurar eventuais irregularidades na gestão do dinheiro proveniente das multas feitas pela Polícia Marítima sob as ordens dos capitães dos portos. A decisão surge um dia depois de terem sido levantadas suspeitas sobre um “saco-azul” para pagar a capitães do porto e aos elementos da Polícia Marítima.

O inquérito, que ainda não tem prazo limite para terminar, estende-se também à acção de uma organização – conhecida como o 'sindicato' –, que alegadamente gere as colocações dos militares nas capitanias, cantinas, bares e nos sectores de compras

Fonte oficial da Marinha garantiu ao Expresso que, nos próximos dias – não precisou quando –, vai ser aberto um inquérito, na Autoridade Marítima, entidade que gere as capitanias, para apurar eventuais irregularidades na aplicação de multas e na distribuição das verbas dessas mesmas multas, que são feitas pela Polícia Marítima à ordem dos capitães dos portos, a pescadores profissionais e desportivos, donos de embarcações de recreio, paquetes de turismo, navios comerciais, que cometam infracções.

De acordo com a mesma fonte, até hoje nunca tinham sido levantadas suspeitas deste tipo no seio da instituição. E, num comunicado interno, o Chefe de Estado-Maior da Armada prometeu ser “implacável” com quem não esteja a cumprir a lei. A sanção máxima, a expulsão, é uma das penas ponderadas para os infractores.

Caça ao 'sindicato'
O inquérito, que ainda não tem prazo limite para terminar, estende-se também à acção de uma organização – conhecida como o 'sindicato' –, que alegadamente gere as colocações dos militares nas capitanias, cantinas, bares e nos sectores de compras. A Marinha vai ainda investigar dinheiro de recrutas que desistiram da vida militar e que estará a ser processado.

Esta decisão, que partiu do próprio Chefe de Estado-Maior da Armada, surge um dia depois do jornal "Correio da Manhã" (CM) ter noticiado que existe um “saco azul”, com dinheiro proveniente das multas cobradas pela Polícia Marítima, para pagar a capitães de porto e a elementos da Polícia Marítima. O jornal noticiava que 20% das verbas revertem para os oficiais das capitanias portuguesas. Essa verba forma uma “espécie de bolo” que depois é dividido, em partes diferentes, pelos militares. O que faz com alguns capitães de porto recebam, além do salário, mais de cinco mil euros, que conta para efeitos de reforma. E que provoca uma autêntica caça à multa, pois quanto mais infracções são detectadas, mais dinheiro reverte para as capitanias.

Ainda segundo o CM, o capitão do porto recebe seis partes da verba, os agentes da Polícia Marítima duas partes e o restante pessoal, afecto às secretarias e aos serviços de limpeza, uma parte e meia. Esta situação acabaria por lesar o Estado, que se vê obrigado a pagar avultadas reformas aos capitães de porto na reserva, pois as remunerações extra, dos últimos dois anos de trabalho, também entram nos cálculos das pensões. Jorge Veloso, presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, denunciava ao "Correio da Manhã".

Carolina Reis

Fonte : Expresso - 31-7-007

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Pescadores preocupados com suposta actuação da Polícia Marítima


A Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar revelou-se apreensiva com a o recente artigo do jornal Correio da Manhã, onde se noticiava que 20% das multas na pesca profissional e desportiva a pescadores, donos de barcos e motos de água reverte para os agentes e capitães de porto. Esta associação apelou que se faça de presto uma averiguação desta situação, que pressupõe irregularidades.

Por seu lado, Carrondo Dias, o comandante da capitania do porto de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim, referiu que a notícia veiculada pelo Correio da Manhã é exagerada e incorrecta nomeadamente como se pode constatar a nível local.

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