quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Exposição de pintura de Cláudia Machado na Galeria Cais Art's até 19 de Março

A Galeria Cais Art's apresenta até ao dia 19 de Março a exposição de pintura de Cláudia Machado, cuja temática são as janelas da Póvoa de Varzim.

A Galeria Cais Art’s tem expostas 23 propostas de janelas diferentes numa mostra que tem um cariz de documentário da arquitectura da Póvoa. Cláudia Machado transpôs para a tela as janelas que mais a tocaram e que agora podem ser vistas no seu local de aprendizagem.

Depois de ter passado por «A Filantrópica» na Póvoa de Varzim, a exposição individual de pintura itinerante de Cláudia Machado pode agora ser visitada na Galeria Cais Art´s, em Vila do Conde. A artista plástica é natural de Santo Tirso e há cerca de dois anos e meio que “a pintura funciona como um hobbie”, no entanto leva-o muito a sério, e prova disso é já ter realizado algumas exposições individuais, e umas tantas colectivas, culminando agora nesta que lhe deu “tanto gozo e prazer”. Cláudia, até há bem pouco tempo atrás, não sabia o que era a pintura, mas como tem apetência para as artes manuais, e ao passar pela Galeria de Ângelo Vaz, resolveu experimentar, até porque nunca ninguém a tinha “ensinado a pegar num pincel”. Depois de algumas aulas, a surpresa não podia ser mais inesperada, e como ela própria disse ao JANEIRO “nunca pensei que fosse gostar tanto como realmente gosto, nem sequer que fosse chegar a este nível”, afirmou explicando que “na altura a ideia era pintar qualquer coisita só para distrair”.

O tema da exposição são janelas da Póvoa de Varzim e surgiu um dia em conversa acerca de trabalhos mais ou menos interessantes, com aquele que é “o mestre da bata suja” – seu professor de pintura – como Cláudia faz questão de lhe chamar, de um modo carinhoso. Cláudia explica: “lembrei-me que na Póvoa existem imensos edifícios antigos com fachadas muito bonitas”. Então, num domingo de manhã, saíram de máquina fotográfica às costas e andaram um dia inteiro a percorrer as ruas da Póvoa, em que tiraram imensas fotografias e a partir daí seleccionaram aquelas que gostaram mais e as que acharam que teriam maior visibilidade em tela.

Durante o período de produção o «mestre» alertou a sua aluna de que este trabalho iria ser exposto, pois havia ali muito “pano para mangas” como lhe chamou Ângelo Vaz.

Cláudia andou a trabalhar neste projecto durante cerca de um ano e meio e, como ela nos disse, “foi uma época de bastante dedicação, porque deu muito trabalho”, mas o resultado está à vista, e como frisa: “acho que no fundo temos aqui um documentário da arquitectura tradicional da Póvoa”, só que patente em tela. Para terminar, a autora da exposição fez ainda questão de lembrar que “isto só foi possível graças à colaboração do mestre”, porque ele no fundo é o orientador e o braço direito de todo o seu trabalho na pintura.


O olhar do mestre Ângelo Vaz
Ângelo Vaz, pintor e professor de pintura na Galeria Cais Art´s, ao referir-se à aluna diz: “é uma pintora de desafios que se esconde por detrás das cores, sem pretensão de conseguir ultrapassar as barreiras arquitectónicas e espirituais das janelas”. O tema janela dava para escrever muitos livros, mas Cláudia Machado optou por escrever sobre tela, com cor, as janelas que mais a tocaram a si e ao «seu mestre». O pintor explica que as dimensões das telas foram cuidadosamente estudadas pela autora, porque a estética das janelas assim o exigiu.


A exposição pode ser visitada até 19 de Março, de Segunda a Sábado, das 10h as 12h30 e das 15h às 19h, na Avenida Infante D. Henrique, nº 134

Fonte: O Primeiro de Janeiro - 27-2-007

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terça-feira, fevereiro 27, 2007

Pescador caxineiro encontrado morto em porto marítimo do Pais Basco

" O corpo de um pescador português de 44 anos foi encontrado, ontem pelas 8h, a boiar nas águas do porto de Pasajes, no País Basco, em Espanha, onde na noite anterior tinha atracado o barco em que trabalhava para descarregar peixe. Até ao momento ainda não estão apuradas as causas e as circunstâncias da morte.

A polícia espanhola identificou a vítima como sendo Vicente José Nunes Fangueiro, residente em Caxinas, Vila do Conde. O pescador estava em Espanha há oito anos e era um dos tripulantes do barco ‘L’Espoir’, com bandeira francesa mas com base na Corunha, Galiza.

A notícia da morte deixou em estado de choque a família de Vicente Fangueiro, que apenas sabe que o pescador “caiu ao mar”. Ao quefoi apurado, na noite em que terá morrido, horas antes, Vicente Fangueiro tinha falado com a mulher ao telefone, não relatando qualquer problema.

“A minha irmã está destroçada e neste momento a dormir com a ajuda de sedativos. Fomos todos apanhados de surpresa”, disse a cunhada, Graça Maio. Ao saber da notícia da morte do marido, Alice Maio sentiu-se mal. Foi transportada ao Hospital de Vila do Conde, regressando a casa poucas horas depois.

Vicente José Nunes Fangueiro era pescador desde os 13 anos e há oito anos emigrou para Espanha à “procura de um salário melhor”. Deixa órfãos uma filha de 20 anos e um menino de 13.

“Ainda na semana passada cá esteve e andava feliz, sem qualquer problema”, relatou a cunhada que afiança também que “não se lhe conheciam problemas de saúde”.

A polícia confirmou que está a proceder a investigações para precisar as causas da morte do pescador – o corpo foi autopsiado ontem no IML de San Sebastian. A tripulação foi também interrogada pela Polícia Judicial. As autoridades adiantaram que a vítima tinha saído na noite de domingo com outros membros da tripulação, neste porto espanhol, junto à fronteira com França, não voltando a embarcar.

A tripulação do ‘L’Espoir’ era composta pelo capitão, de nacionalidade francesa, e oito marinheiros, sete portugueses e um espanhol.

Vicente José Nunes Fangueiro, de 44 anos, natural de Caxinas, em Vila do Conde, cedo começou nas lides do mar. Aos 13 anos já ia à faina em pequenas embarcações. Nunca conheceu outra vida e há cerca de oito anos decidiu rumar a Espanha à procura de melhores rendimentos. Deixa dois filhos órfãos, uma jovem de 20 anos e um rapaz com 13.

Caxinas é a maior comunidade piscatória do País, com cerca de 3 mil pescadores e 288 barcos registados, nas capitanias de Vila do Conde e da Póvoa do Varzim, sendo 113 de pesca local (artesanal) e 155 de pesca costeira. As espécies mais pescadas são a sardinha, carapau, faneca e polvo. No entanto, ao contrário dos revendedores de pescado, os pescadores, além da vida dura da faina, vivem com dificuldades, agravadas pelo aumento dos combustíveis, dos encargos e a diminuição do volume das capturas."

Fonte: Correio da Manhã -27-2-007



"Mais uma vez o bairro das Caxinas, em Vila do Conde, se vestiu de luto com a morte de um dos seus pescadores, desta feita em águas do País Basco.

O marinheiro, tripulante de uma embarcação com bandeira francesa mas com base na Corunha (Espanha), morreu, anteontem à noite, em condições ainda não totalmente apuradas, depois de uma noite de descontracção no porto de Pasajes (próximo de Renteria), no regresso de alguns dias no mar. Vicente José Nunes Fangueiro, de 44 anos, era das Caxinas. Casado, com duas filhas, o pescador já há muito tempo que tinha emigrado, segundo disse ao JN um seu familiar, residente naquela localidade piscatória de Vila do Conde.

Segundo informação das autoridades portuárias de Pasajes, o pescador estava embarcado no "L'Éspoir". Vicente Fangueiro trabalhava na embarcação com mais oito companheiros, sendo sete portugueses e um espanhol. O barco havia aportado em Pasajes após alguns dias de lide no mar, para descarregar o pescado.

Segundo as informações prestadas às autoridades pelos marinheiros, no domingo à noite a tripulação resolveu desembarcar naquele porto, onde vinha com muita frequência para deixar o produto da pesca, e decidiram ir todos espairecer em bares daquela localidade. Contudo, segundo alegaram os pescadores às autoridades, Vicente Fangueiro não regressou com eles à embarcação.

Ontem de manhã, os homens deram conta de que o companheiro não havia regressado ao barco, já que ele não se encontrava no camarote. Cerca das 8 horas, o corpo de um homem foi avistado a boiar junto ao molhe do porto.

Alertada a Guarda Civil e a Cruz Vemelha locais, o corpo foi de imediato retirado das águas e transportado para terra. Ali, os companheiros identificaram o cadáver como sendo o de Vicente Fangueiro. O corpo foi, então, trasladado para o Instituto de Medicina Legal de San Sebastian.

Fonte da Secretaria de Estados das Comunidades confirmou ao JN a morte do pescador e referiu que o Consulado de Portugal em Bilbau, no País Basco, já havia contactado os familiares. Segundo apurámos, familiares do pescador rumaram, de imediato, àquela cidade, onde irão receber o apoio das autoridades consulares no sentido da trasladação do corpo para Portugal.

Entretanto, as investigações para apurar o que terá sucedido na realidade com Vicente Fangueiro irão continuar nos próximos dias. Não se sabe se o pescador terá caído inadvertidamente ao mar quando regressava do passeio nocturno pelos bares de Pasajes, ou se terá sido vítima de crime. Para tanto, conforme assinalaram as autoridades locais, serão fundamentais os resultados da autópsia e das investigações que estão a ser feitas naquele porto basco.

Nas Caxinas, a notícia foi recebida com muita consternação, como disse ao JN um dos familiares de Vicente Fangueiro. Segundo apurámos, o pescador era figura muito conhecida e querida naquela localidade, onde outros familiares seus também se dedicam à pesca. Ali, muitos populares lamentavam, ontem, as tragédias que, a cada passo, sobressaltam as famílias da região."

Fonte: Jornal de Notícias -27-2-007

sábado, fevereiro 17, 2007

Seguradora paga indemnizações na sequência do naufrágio do barco Luz do Sameiro

As viúvas dos quatro pescadores que morreram na sequência do naufrágio do barco Luz do Sameiro, no final de Dezembro, na Nazaré, receberam esta sexta-feira da seguradora Axa, em Vila do Conde, cerca de 50 mil euros correspondentes aos seguros de acidentes pessoais.

A companhia adiantou ainda 20% daquele montante a cada uma das viúvas de outros dois pescadores, João Cartucho e José Maciel, que também estavam a bordo do Luz do Sameiro e cujos corpos continuam desaparecidos. O restante dinheiro será entregue logo que as famílias apresentam uma declaração de morte presumida, emitida por um tribunal.

O naufrágio deu-se a cerca de 20 metros da praia da Nazaré e só um dos sete tripulantes do barco, um ucraniano, é que foi salvo, facto que pôs em causa a estrutura nacional de socorro disponível para emergências deste tipo.

O acidente vitimou seis pescadores das Caxinas, em Vila do Conde, e deixou em sérias dificuldades as respectivas famílias, às quais a seguradora decidiu entregar também já o dinheiro correspondente aos subsídios de funeral e de morte, num total de cerca de 7.700 euros por vítima, «para suprir algumas dificuldades naturais».

«Fazemos já estes adiantamentos porque há preocupações sociais que se sobrepõem às questões técnicas», disse hoje à Agência Lusa o director de Sinistros Não Vida da Axa, Fernando Marques, justificando assim a decisão de antecipar estes pagamentos apesar de haver alguns obstáculos legais.

No caso dos pescadores ainda desaparecidos, por exemplo, a declaração legal do óbito só pode ser feita por um tribunal mas num prazo que pode ir até um máximo de dez anos ou cinco, se a vítima tiver completado 80 anos.

Essa barreira legal pode ser ultrapassada com uma declaração de morte presumida emitida por um tribunal, o que possibilitaria às famílias receber a totalidade do seguro de acidentes pessoais. O presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Mário Almeida, acredita que «o documento será conseguido sem grandes dificuldades».

As viúvas daqueles pescadores, cuja única fonte de subsistência era, até à data do acidente, o salário dos maridos, têm ainda direito a uma pensão que será fixada mais tarde com base no seguro de acidentes de trabalho.

O presidente da Junta de Freguesia das Caxinas, José Postiga, reafirmou hoje que «o naufrágio atingiu famílias muito carenciadas, que vivem muitos problemas».

Fonte: Diário Digital / Lusa - 16-2-007

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Seminário “Segurança no Mar" decorrerá no Salão Paroquial das Caxinas dia 31 de Março

"O Sindicato dos Trabalhadores de Pesca do Norte vai promover, no próximo dia 31 de Março, um seminário subordinado ao tema "Segurança no Mar". Esta actividade, a realizar no Salão Paroquial das Caxinas, é patrocinada pela Câmara Municipal de Vila do Conde e co-organizada pela Associação dos Armadores de Pesca do Norte e Apropesca.

O seminário, explica António Macedo, presidente da estrutura sindical, tem um "significado especial, pois realiza-se num momento em que estão ainda bem vivas as consequências do naufrágio do ‘Luz do Sameiro’, que aconteceu num momento em que ainda não estavam saradas as feridas do ‘Salgueirinha’". O objectivo é que o encontro tenha um carácter formativo, envolvendo todos os profissionais do sector, e para tal já esta assegurada a presença de um técnico de salvamento marítimo vindo da Galiza. Para além desse, é ainda esperada a participação de vários profissionais do Instituto de Socorros a Náufragos de Portugal - ISN.

Mais do que saber quais os procedimentos em caso de acidente, pretende-se apostar no reforço da prevenção. "Vai ser promovido o debate em torno dos meios existentes – marítimos e aéreos – e dos que ainda faltam. Também vão ser abordadas as questões da formação, tanto dos pescadores como a dos próprios técnicos do ISN" aponta António Macedo que revela, igualmente, que existe a vontade de promover, nesse dia, uma acção de demonstração.

Mas se a formação dos profissionais da Pesca é uma grande aposta do seminário, o sindicato deseja que esta não se fique apenas por um dia de curso. Nesse sentido, propôs, recentemente, que quando se proceder à fiscalização das condições de navegabilidade das embarcações, a tripulação esteja presente para que receba formação na área. Mas esse esforço não é suficiente, diz o sindicalista, considerando ser "necessário que se reforcem os meios de salvamento pessoais como coletes, insufláveis e fatos de trabalho com os quais os pescadores se sintam confortáveis na sua função, mas para que tal seja uma realidade é crucial que o Governo apoie a sua aquisição".

No seminário marcado para 31 de Março são esperados cerca de 150 pescadores, já que "este se realiza na maior comunidade do sector em todo o país". Foram também enviados convites ao Secretário de Estado das Pescas e Ministros da Defesa e Agricultura e Pescas.

Sindicato critica defeso da sardinha
O período compreendido entre 1 de Fevereiro e 1 de Maio é aquele que está estabelecido para que, a norte do rio Mondego, seja feita uma paragem biológica na pesca da sardinha que permite que sejam repostos os stocks deste peixe. Metade da frota já deixou de ir ao mar no início deste mês e retoma a sua actividade quando forem cumpridos dois meses de paralisação. Os restantes param no início de Março e só voltam a trabalhar em Maio. António Macedo lamenta que esta paragem seja feita "por conta e risco dos pescadores, sem qualquer apoio governamental que minimize a perda de remunerações". O Sindicato dos Trabalhadores de Pesca do Norte já pediu uma reunião com a Secretaria de Estado para discutir esta questão, mas ainda não recebeu qualquer resposta do organismo estatal."

Pedro Ferreira e Silva

Fonte: Póvoa Semanário - 14-2-007


Nota: O Seminário estava inicialmente previsto para ser realizado dia 17 de Março, mas foi adiado para dia 31 de Março.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

O "falar caxineiro" nos grandes palcos de Itália.

"O "falar caxineiro" subiu no ano passado, ao palco do Teatro Nacional, nos diálogos dos pescadores do "D. João" de Molière, peça levada à cena por Ricardo Pais, director do Teatro Nacional de São João e um dos mais prestigiados encenadores nacionais.

A forma peculiar do "falar caxineiro" com a sua curiosa terminologia e fonética, obteve o maior êxito junto do público que, no Porto e em Lisboa, assistiu ao espectáculo. Pela via do teatro, muita gente descobria, assim, um curioso falar da nossa terra. Grato pela mais-valia que o "falar caxineiro " trouxera à encenação, Ricardo pais convidou meia centena de caxineiros para a última sessão do "D. João", no Teatro Nacional de São João, que teve lugar a 5 de Março de 2006.

Molière utilizou um dialecto francês, vertido para caxineiro pelo escritor e nosso conterrâneo José Coutinhas, que assistiu ao ensaio da peça e ajudou os actores na pronúncia, versão que integra o livro publicado pela editora Campo das Letras.

E agora, depois do Teatro Nacional, o "falar caxineiro" inicia, em Itália, uma digressão europeia: nos próximos dias 24 e 25 de Fevereiro, no Teatro Argentina, em Roma, e nos dias 1 e 2 de Março, no Teatro Stabile, em Turim"

Fonte: Jornal de Vila do Conde - 8-2-007


Seguradora receptiva a pagar os seguros de vida às famílias dos seis pescadores das Caxinas, vítimas do naufrágio do "Luz do Sameiro".

"O presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário Almeida disse que "há receptividade" da seguradora Axa para pagar os "seguros de vida" às famílias dos seis pescadores das Caxinas, vítimas do naufrágio do barco "Luz do Sameiro".

O naufrágio do "Luz do Sameiro" deu-se na praia da Légua, Pataias, Nazaré, em 29 de Dezembro, tendo o barco encalhado na areia a menos de cem metros da costa. Foi resgatado um tripulante ucraniano e encontrados os corpos de outros quatro. As buscas para encontrar os dois desaparecidos já foram suspensas.

Mário Almeida, que falava numa conferência de imprensa sobre questões autárquicas, precisou que a receptividade da seguradora abrange "mesmo os familiares dos dois pescadores ainda desaparecidos, João Cartucho e João Maciel". Neste caso - disse - "recorrendo-se à figura da morte presumida". Está em causa uma indemnização de 50 mil euros por cada pescador.

A seguradora, ainda segundo o autarca, está disposta a "pagar já" os seguros de acidentes pessoais, a que deverá juntar-se o pagamento, pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, das pensões às viúvas das vítimas.

De pé continua ainda "a possibilidade do Estado indemnizar as famílias dos pescadores", porque, no entender de Mário Almeida, o acidente ocorrido na Nazaré foi o resultado de "descoordenação" na utilização dos meios de socorro necessários. Tal possibilidade, disse, "depende das conclusões do inquérito" ao acidente que enlutou a comunidade piscatória das Caxinas.

Fonte: RTP/Lusa - 9-2-007

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Mais uam vez, pescadores param em defeso, sem apoios.

Autoria: António Macedo - Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte - 4-2-007

"Uma vez mais, e tal como acontece há mais de 40 anos, os Pescadores do Cerco/sardinha do norte, iniciaram uma paragem biológica – defeso, de 2 meses.

Cerca de 50% da frota parou já a 1 de Fevereiro e voltará ao mar a 1 de Abril. A restante frota vai parar no dia 1 de Março ate 1 de Maio, cumprindo assim todas embarcações, 2 meses de defeso, sendo que no mês de Março, toda a frota estará paralisada.

Este é um defeso que tem por objectivo a defesa da sardinha, importante recurso de pesca e da economia nacional, e tem lugar numa altura do ano em que a sardinha é menos procurada por parte da industria conserveira mas também por parte dos comerciantes de fresco, atendendo á sua qualidade nesta altura do ano.

Mesmo depois do defeso, nos meses de Abril, Maio e até Junho, em particular a norte do Cabo do Mondego, os Pescadores debatem-se constantemente com enormes dificuldades de escoamento da sardinha, pescando grandes quantidades de sardinha miúda que, sendo muitas vezes tobrigados a regressar ao mar, para a rejeitar.

Uma vez mais, o Sindicato apelou do Governo, medidas de apoio a esta situação, a qual como se refere, se repete há já décadas, sendo que o discurso da tanga e da crise não pega, pois não falta dinheiro no Fundo de Compensação Salarial, ainda que deveriam ser encarados outro tipo de mecanismos de apoio.

Num momento em que os custos dos combustíveis atingem proporções alarmantes, os quais são a razão do agravamento da situação económica de muitas empresas de pesca com a diminuição dos seus rendimentos, e consequentemente dos rendimentos dos pescadores, já que, recebem á parte e/ou percentagem, é de inteira justiça que este problema seja devidamente equacionado, no sentido de atribuir ajuda para a compensação da perda dos vencimentos destes Pescadores."

sábado, fevereiro 03, 2007

Fábio Coentrão: o "Figo das Caxinas".

"É a jóia da coroa do Rio Ave. Fábio Coentrão, 19 anos, produto da cantera vila-condense, considerado pela maioria dos treinadores da Liga de Honra como o melhor jogador jovem do campeonato. Agressivo, buliçoso e irreverente, o esquerdino tem dado nas vistas e ainda na última ronda, na casa do rival Varzim (0-3), massacrou a defesa alvi-negra, tendo apontando dois golos e sofrido a falta que deu origem a uma grande penalidade. A carreira segue bem lançada e o Sporting pode ser o seu destino no final da época.

"Sinto que fiz uma boa exibição na última partida, mas não foi a melhor que fiz ao serviço do Rio Ave. Agora, claro que senti um gosto especial, pois o Varzim é um grande rival e, nestes jogos, há um sabor diferente", confidencia o "Figo das Caxinas", alcunha como é conhecido em Vila do Conde.

"As pessoas gostam de criar apelidos e, sinceramente, é um orgulho tratarem-me dessa forma. Sempre disse que gosto do Figo, mas o meu ídolo é o Cristiano Ronaldo. Trabalho todos os dias para atingir o nível dele. Tenho de acreditar que posso chegar ao mesmo patamar".

O Sporting, clube pelo qual nutre enorme carinho, tem vindo a seguir as suas pisadas com atenção e muito se falou numa eventual transferência na reabertura do mercado, cenário que, para já, ficou adiado "Não vou desanimar, pois tenho tempo para dar o salto. Sempre disse que gostava de jogar no Sporting, mas não fecho a porta a outras possibilidades.

O importante é continuar a trabalhar, porque as oportunidades vão aparecer. Estou bem no Rio Ave e, neste momento, estou concentrado em ajudar a equipa a subir de divisão. Acredito muito que vamos alcançar esse objectivo, pois este grupo tem imenso valor".

Para trás, ficaram os estudos, pois tornou-se praticamente impossível conciliar a actividade profissional com os horários escolares. "Concluí o 9º ano. E, para já, não estou arrependido, pois a verdade é que também não gostava muito da escola", finaliza, entre sorrisos."

Fonte: Jornal de Notícias 2-2-007


Ver ainda: Fábio Coentrão estreia-se na Selecção Sub-20.

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