terça-feira, outubro 24, 2006

Blog do caxineiro Hélder Postiga

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sábado, outubro 07, 2006

Jovem e promissor pintor expõe na Galeria Cais Art's, até 14 de Outubro

"Encontra-se patente na Galeria Cais Art's uma exposição de pintura de autoria de João Paulo, de 18 anos. O mar é o tema retratado pelas mãos do jovem pintor, a quem é auspiciado um futuro risonho. A mostra vai decorrer até dia 14 de Outubro.

Um sótão exíguo, com duas janelas viradas para o céu azul, uma parede repleta de livros, separados por rochas marítimas, serve de cenário de fundo para vários cavaletes e telas que se espalham pelo recinto. “Faz lembrar as célebres águas furtadas de Paris dos anos 20 e 30 não é?”, questiona Ângelo Vaz, com um largo sorriso, envolvido pela reminiscência.

Estamos no ateliê da galeria Cais Art’s, que acolhe uma exposição de João Paulo, um jovem de 18 anos, aluno do galerista e professor de arte, Ângelo Vaz. “Um aluno muito esforçado, faça chuva ou sol, que está connosco há três anos”, afirma o mestre, fitando o seu discípulo com notório orgulho no olhar.

João Paulo começou a pintar muito cedo. Com 12 anos teve a sua primeira exposição, na Junta de Freguesia de Ribeirão. “Pintava em casa, sem qualquer orientação, com o auxílio de visualização fotográfica”, confessa o jovem pintor. Com o acompanhamento de Ângelo Vaz conseguiu alargar horizontes. Adquiriu controlo sobre novas técnicas, materiais, correntes artísticas, o uso da cor, e aprendeu a canalizar a inspiração.

A temática da sua exposição é o mar. Apropriado, ou não estivéssemos a poucos metros do oceano. Nas paredes brancas abundam telas com faróis, caravelas, búzios, medusas, algas, pescarias e gaivotas.

«Lavagem dos cestos» é um dos seus quadros mais comentados. Num robusto e possante preto e branco, alberga um pescador, figura sombria, de olhos fechados, compenetrado na sua tarefa ou nas preocupações quotidianas, com um cesto nas mãos e água pelos tornozelos.

A receptividade, em termos de visitas à galeria, tem excedido as expectativas do galerista e do artista. Já em termos comerciais, as coisas não correspondem ao idealizado: “Por um lado é compreensível”, refere Ângelo Vaz, salientando a presente conjuntura económica, aliada ao facto de se tratar de um artista desconhecido. “Mas no cômputo geral, o saldo é positivo”, assegura.

A exposição vai estar patente mais uma semana do que inicialmente previsto, até 14 de Outubro, na Avenida Infante D. Henrique, nº 134."

Fonte. O Primeiro de Janeiro - 07-10-2006

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Abate de nove barcos vai aumentar o desemprego nas Caxinas.

O Sindicato da Pesca do Norte (SPN) avisa que - a concretizar-se - o anunciado abate de nove das 24 embarcações associadas à cooperativa Propeixe, de Matosinhos, vai implicar a perda de 180 empregos directos e 900 indirectos.

Segundo o dirigente do SPN António Macedo, este conjunto de despedimentos significa a «desgraça total» da pesca no Norte de Portugal e a criação de uma situação social complicada em núcleos piscatórios como o de Caxinas, Vila do Conde, onde vivem sete em cada dez pescadores ameaçados de desemprego.

Além de implicar o despedimento dos 20 tripulantes de cada uma das nove embarcações, a decisão dos armadores provocará, numa fase posterior, a perda de uns 900 postos de trabalho indirectos, envolvendo pessoas ligadas à comercialização do pescado e à indústria das conservas, explicou António Macedo.

Os armadores associados à Propeixe, cooperativa de Matosinhos que se dedica à pesca de cerco, vão optar pelo abate das embarcações "para poderem fazer face às dívidas e aos compromissos com que se debatem", segundo o dirigente sindical.

Também por dificuldades financeiras, o arrastão "Santa Ana", que fazia descargas regulares no porto pesqueiro de Matosinhos, está acostado ao cais há mais de uma semana e a empresa proprietária ameaça com o despedimento colectivo dos 14 trabalhadores. Uma situação similar ocorreu em Abril com o arrastão "Lucimar", que determinou o despedimento de 14 outros pescadores.

Na opinião do sindicalista, a principal causa da situação difícil da actividade piscatória, nomeadamente da pesca de arrasto, radica no preço dos combustíveis, que quase triplicou nos últimos três anos. O sindicalista assinalou também uma quebra significativa das vendas em lota e consequente abaixamento dos preços praticados.

Na origem desta quebra estão a concorrência dos armadores espanhóis, a crescente desvalorização do pescado fresco a favor do congelado, a opção das grandes superfícies comerciais por se abastecerem noutros mercados e a especulação "crescente" dos intermediários."

Fonte: TSF online - 07-10-006


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